Nota para mim mesmo:

Eu quero um logo novo!!!
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sexta-feira, março 02, 2007

Homem-Hipérbole no 79o. Oscar - Quem São Eles?

Não consigo entender quem são os senhores e senhoras mais idosos, que na hora do tapete vermelho, antes da transmissão do evento pricnipal, ficam de papagaio-de-pirata nos indicados e estrelas apresentadoras de prêmio da noite.

Será que são as mães, as avós dos convidados ilustres? Não deve ser, não. Durante a premiação, quando a câmera focaliza os sentados, essas pessoinhas de aparência agradável não estão lá, e se fosse minha família, eu não os jogaria para lá pra trás, ou num dos 2 mezaninos do teatro. Seria muita covardia com uma senhorinha que mal consegue distinguir seu neto de um armário, e as vezes conversa com seu guarda-roupas ou tenta abrir a barriga do marmanjo.

Poderiam se eles os chamados "seat-fillers", que começaram no Oscar de 1928 e, com a força de seu sindicato, conseguiram manter seus trabalhos por mais 79 anos?
Serão eles seres da vizinhança, conhecidos de toda hollywood que, já atingindo uma certa idade, são recolhidos ao Retiro dos Artistas Hollywoodianos e, na noite do Oscar, eles mostram uma credencial de "Baluarte da Academia" e entram de graça pro boca-livre?

O certo é que, prêmios e indicados e shows a parte, esses fazam dessa festa, que está a cada ano mais chata, um dos eventos mais carismáticos do ano.

quinta-feira, novembro 23, 2006

Revendo os Mandamentos

Quando Deus veio a Moisés, com aquela voz imponente, que fazia até o mais machão da família Heston tremer nas bases, os Seus, ou melhor, os nossos 10 Mandamentos eram perfeitamente adequados à situação da humanidade. Havia um conflito de duas religiões, uma mono, outra politeísta, os judeus eram subjugados pelos Egípcios, a economia era quase de subsistencia, a diferença cultural entre os povos carecia de uma unificação e blá, blablá, blablá, yadda.

1. Não terás outros deuses diante de mim.
Esse aí já era. Temos vários deuses vigentes. Temos um que manda todo mundo se explodir nos Estados Unidos, outro que diz que AIDS não existe e, portanto, camisinha não pode ser usada no ato sexual. Temos o deus Metal, o deus-dará, o deus nos acuda... Ou seja, deus pra mim, deus pra você, deus pra dar e vender.


2. Não farás para ti imagem esculpida de nada que se assemelhe ao que existe lá em cima, nos céus, ou embaixo, na terra, ou nas águas que estão debaixo da terra.
Se interpretarmos que "farás imagem esculpida" é criação não natural, estamos fritos. Dolly tá (ou teve) aí pra comprovar isso. Se for a tentativa de alcançar o poder supremo, os cientistas da conspiração universal podem garantir que existem seres almejando uma vaguinha no Olimpo...

3. Não pronunciarás o Santo nome de Deus em vão.
Essa é hilária. O nome de Deus é pronunciado a torto e a direito. Quando a peçoa está feliz, quando dá uma topada, quando faz juramentos... As CPIs estão cheias de gente quebrando esse juramento. E digo mais, só nesse texto foram mais de 5 vezes.

4. Lembra-te do dia de sábado, para santificá-lo.
Nesse país? Com Sabadaço e Caldeirão na TV, bordéis no eixo Rua do Rosário/Buenos Aires bombando, Lapa fervendo e outros eventos/trabalhos acontecendo, acho que ninguém mais pensa em santificar o sábado, não...

5. Honrarás pai e mãe.
Não generalizarei esse quesito não, porque ao menos a minha família ainda funciona como antigamente. O Sr. e a Sra. Hipérbole-Senior ainda são respeitados. Mas não posso deixar de citar nomes como Suzane Von Richthofen, Eurico Miranda e até o nosso presidente Lula, que provam o quanto é fácil não seguir esse mandamento.

6. Não matarás.
Impossível acreditar nesse hoje em dia. Tem gente matando por qualquer coisa. Principalmente por dinheiro. Há uma economia gigante que envolve desde pequenas operações-chacino-padrão, tráfico de influencioínas, auto-defesas passionais dolosas, até as guerras que não me leva a nada, mas que faz os bolsos de muitos transbordarem. Até mesmo o Moisés do filme é a favor de armas que são vendidas com o intuito de quebrar o mandamento dito pelo original.

7. Não cometerás adultério.
Essa tarefa só parece existir pra mim. O resto dos seres-humanos não estão nem aí pra esse mandamento. Eu, como adoro culpar alguém, culpo a mídia em primeiro lugar. Nunca vi tanta mensagem liminar (sic) a favor da traição. Principalmente a conjugal. Fora que, por mais fácil que seja o acesso a pornografia, isso não tá bastando pra amenizar a fuga da realidade, mas o que mais se vê é gente pulando a cerca com pessoas pseudo-imaginárias. Se não fosse assim, Manoel Carlos não teria pano pra novela...

8. Não roubarás.
Eu, como meu nome diz, só posso afirmar uma coisa: "Em tempos de preocupação com as reservas naturais do planeta, se uma pessoa se aproxima pra cheirar meu perfume, eu sinto que ela está mesmo é roubando meu ar." Como diria um outro super da liga, o Homem-Chavão, no mundo nada se cria, tudo se foi, é ou está sendo roubado nesse exato momento e... PEGA LADRÃO!!

9. Não apresentarás falso testemunho contra o teu próximo.
Está na Wiki: "As razões morais para se tolerar mentiras têm a ver em sua maior parte em evitar conflitos. Um código ético irá com freqüência especificar quando a verdade é necessária e quando não é...A necessidade de mentir é reconhecida pelo termo “mentira social” onde a mentira é inofensiva, e há circunstâncias onde existe uma expectativa de se ser menos do que totalmente honesto devido a necessidade ou pragmatismo."
Em qual categoria de mentira está classificada o "falso testemunho"? Porque me parece que uns e outros falam o que não sabem, inventam que sabem, aumentam o que ouvem e divulgam o que não existe. Eu, no meu planeta, não tolero e a punição em Hiperbórium é composta de 100 chicotadas semanais pra quem mente sobre outrem.

10. Não cobiçarás a casa do teu próximo, não cobiçarás a sua mulher, nem o seu escravo, nem a sua escrava, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma que pertença a teu próximo.
Apesar dessa afirmação estar completamente datada, o que hoje, nos tribunais, geraria um problema inacreditável de interpretação, como poder seguir esse último mandamento, num país onde a desigualdade social quase não existe, não é mesmo? A mídia não é boa, não cria desejos nos corações de nenhum consumidor... E acho até que esse mandamento é redundante, ou melhor, eu não acredito que o Senhor fecharia seus 10 mandamentos com este.

Na minha humilde opinião, não posso acreditar que Ele se colocaria em primeiro lugar, no primeiro mandamento, cantando um "Reze por Mim, não reze pra ele...". A origem de muitos outros atos que os 10 mandamentos tratam como errados é a cobiça. Este deveria vir primeiro! Sei que serei mal interpretado por muitos por aí, talvez execrado, talvez banido da religião, da comunidade e etcetera e tal, mas não ligo. Ao invés disso, proponho uma reforma mandamental, porque, pelo menos aqui nesse país, as "emendas mandamentais" já passam das centenas de milhares...

quarta-feira, setembro 20, 2006

Crônicas Hiperbólicas: O Amor e a Glória

O momento no qual estamos juntos, é interminável... Nossos corpos estão tão unidos, que posso sentir as batidas do seu coração. Nossa respiração confunde-se com a do outro... Nossos movimentos são sincronizados... indo e voltando... para frente e para trás... Às vezes pára, e então, quando nos cansamos da mesma posição, nos esforçamos para mudar, mesmo que seja só por pouco tempo. O suor de nossos corpos começa a fluir sem nada que possamos fazer... Um calor enorme parece que nos fará desmaiar... Uma força ainda maior nos faz ficar ainda mais colados um ao outro. E, quando não agüentamos mais segurar... Uma voz ecoa em nossos ouvidos:

"Estação Glória, desembarque somente pelo lado esquerdo. Observe atentamente o espaço entre o trem e a plataforma..."

Fonte: Sobrenatural de Almeida

quarta-feira, agosto 02, 2006

Crônicas Hiperbólicas

"Recado do Além" ou "Do mundo nada se leva"

2 de Agosto de 2004. Três dias depois de ter chorado no enterro, minha mulher veio à minha lápide me dizer que ela estava me traindo à sete anos. Eu me pergunto: pra quê? Eu tô aqui em baixo, quer dizer, meu corpo está. Mas eu não o sinto. Não estou nem preocupado com a minhoca entrando no meu ouvido. Imagina como eu posso estar depois de ouvir isso dela? Será que ela acha que eu tô realmente ouvindo? Ou que eu estou dando ouvidos? Ela deve estar maluca. Ela é uma sacana. Quer se livrar do fardo, passando pro cara mais inocente da parada. Num egoísmo que eu nunca poderia imaginar que pudesse sair da pessoa que eu amei por tantos anos.

A única coisa que me preocupa mesmo, é meu filho. Porque, agora que ela vai viver com o amante, um cara que eu não conheço, não sei o que vai ser do menino... E eu não posso fazer nada. Não posso cuidar pra que o filho da puta não ponha as mãos no menino. Também, nesse estado, o que eu poderia fazer? Assombrá-lo, talvez. Meter medo, pra que ele não o faça mal. Mas... epera um pouco. Minha mulher disse que me trai a sete anos. Meu filho tem cinco... Será que é meu mesmo? Daí todo o esforço da assombração não serviria pra nada! Começo a achar que aquela telha que me acertou a cabeça não estava tão solta assim. E pensar que eles estão gastando todos os meus milhões...

Mas eu não devo me irritar. Já morri mesmo! Não preciso me preocupar com essas coisas materiais. Nem à polícia eu posso ir mais... Eles que façam bom proveito do que eu deixei. Eles que usem tudo. Abusem do meu dinheiro que juntei ano a ano, mês a mês, na minha previdência privada. Que se fartem com tudo que eu tenho depositado na minha fundação... Que usem toda a minha pensão do Aerus!

quinta-feira, julho 13, 2006

Homenagem ao Deus do Rock

O que é o Rock n’ Roll? Um gênero de música? Um estilo de vida? Um aglomerado de sensações que faz a pessoa sentir os pés tremerem e o rosto derreter? Não, não acho que é nenhuma dessas hipóteses. O Rock é um espírito.

Ele foi uma pessoa, noutra era, noutra dimensão. Mas aqui ele esteve em presença física. E quando ele esteve por aqui, em sua forma tangível, ele percorreu o mundo, quando ainda era unido. E arrastava consigo multidões. Seres que não podiam acreditar no que viam, porque a imagem ultrapassava o sentido da visão e a música era ouvida com o corpo numa catarse sinestésica.

E quem percebia que o Rock estava por perto, tinha uma experiência única de alegria e êxtase. E não queria saber de posse. Medo, muito menos! Nada de julgamentos nem bloqueios. Nada que impedisse algum sentido de se manifestar em sua forma plena. Energia que era ampliada quando havia união e amplificada de maneira a elevar tudo e todos da superfície da terra a um novo patamar.

Mas tudo que é vivo tem seu tempo pra durar e, um belo dia, ele se foi. A multidão de todos os seres, ao se dar conta do que havia acontecido, pediu em uníssono ao Deus dos deuses que não o levasse, pois nada seria igual dali em diante. Não que isso haveria de comover o Supremo. Ele tem motivos que até Ele desconhece! Por um bom tempo, a vida, que pedia seu retorno, ainda persistia. Entretanto, o tempo é uma praga, que dissolve até a mais dura rocha e com o tempo, a vinda desse cara foi sendo esquecida.

O que Ele não contava, era com a seqüela. A semente, o mínimo resquício daquela plenitude de outrora que ainda habitava o lado mais profundo do humano, fazendo com que a alma do ser-Rock crescesse e pesasse. E, cansado de segurar o gigante, Ele resolveu liberar seu espírito, fazendo com que sua alma, agora onipresente na esfera terrestre, voltasse a vibrar os pés e liquefazer as caras de antes. Não mais como antes, no meio de antes, mas ainda assim, provocando sensações únicas que vão desde o amor mais quente à melancolia tão profunda quanto o núcleo do planeta. A catarse está aí. É só sentir.

É nisso que eu acredito.


---fonte: YouTube Copyright © 2006 YouTube, Inc.---

segunda-feira, junho 26, 2006

Haja coração, Galvão!

Amanhã tem jogo. É decisivo. É perigoso. Gana tem mais saúde, Brasil mais qualidade (?). Pra quem é cardíaco, o bicho vai pegar. Pros outros é tensão, estresse e por aí vai.

O jeito é tentar se acalmar. Sempre que eu tento melhorar a situação, uso um artifício comum, não saudável, que é pensar na infelicidade alheia. Imagina como a mãe do Ronaldinho (o gordo – ficou mais fácil de distinguir agora, não é mesmo?) deve estar se sentindo agora. E na hora do jogo? A família dela deve esconder todos os objetos cortantes do seu alcance. E a do Robinho, que deve esta angustiada sem saber do que será de seu filho no seu principal trabalho até agora? Afinal, a copa pr eles, não deveria ser, mas está sendo uma continuação de seus trabalhos nos clubes, nos patrocinadores, nas marcas.

Mas não é só do povo ligado aos jogadores, não. A família do Zagallo já deve ter se despedido do mesmo, sem saber como voltaria da Alemanha. Porque haja o coração dele! Ou melhor, houve, porque agora, não deve nem haver muito mais, tadinho. E a mãe do juiz que marcou o pênalti roubado da Itália. Deve estar com medo de um aborígine comer o filho vivo! Eu estaria!

Tem um então, que eu acho graça, mas fico com pena em especial. O cara ficou e a mulher foi. A mulher que cuida dos seus 3 filhos... Ela fala com ele todo o dia, e no meio dessa conversa, milhões de pessoas. É engraçado o William chamando a mulher “Boa noite, Fátima Bernardes” e não poder dizer um “To com saudades de você”. Porque ele deve estar morrendo de saudades dela, que está mais magra e que aparece nas capas de revistas como a musa e o pé de coelho dos jogadores. Eu não queria estar na pele dele. Ele deve querer tanto que ela volte logo, mas, ao mesmo tempo, o fato dela voltar logo, significa que o Brasil perdeu. Então ele quer que ela volte, mas prefere que ela fique, ou não... Que aflição!

Que aflição pra ele! Pra eles! Não pra mim, que não ganho nada com isso, nem folga no trabalho. E se o Brasil perder, nada acontecerá comigo (nem tenho nenhuma amigo argentino). Agora, depois que eu pensei tudo isso, não tenho a menor tensão, não estou nada nervoso com o jogo. Estou apreensivo só por não poder beber durante o jogo, porque é horário de expediente!

terça-feira, junho 20, 2006

Divagando...

Outro dia, li num comentário de um blog desses, uma sugestão muito boa. Por que não chamaram o Bernardinho do Vôlei pra ser técnico da seleção? Sem sombra de dúvidas, o Bernardinho é uma pessoa vitoriosa dentro e fora das quadras. Mas o que me encasquetou foi que, uma qualidade que ele possui de sobra está fazendo muita falta no Parreira. O Bernardinho é um excelente motivador.

É duro ver um craque do naipe de Ronaldos, com a raça de um Cafu, praticamente mortos em campo, sérios, sem alegria. A Copa do Mundo não deveria representar, na cabeça dos jogadores, uma cobrança, um trabalho, um fardo, mas uma festa. Um raro momento onde eles podem jogar pra se divertir, pra competir com pessoas únicas de todos os cantos do mundo.

Era isso que deveriam dizer aos jogadores. "O TEMPO DE VOCÊS É AGORA!" Não adianta achar, que depois as coisas vão se resolver, nem que já jogou melhor, nem que não dá mais tempo... Tempo dá! Já dizia o Fred! O lance é jogar cada jogo como se fosse o último e cada minuto como se fosse o único. Porque pensar no passado, só gera insegurança (não é, Fenômeno!) e planejar muito o futuro, gera angústia advinda das incertezas. O presente, o lugar onde todos estamos e devemos estar, é tranqüilo e calmo. Se nos concentrarmos nisso, poderemos conseguir mais coisas.

Afinal de contas, o tempo não tem fim, mas as pessoas, sim. O negócio é não ficar parado, mas agir como se a vida começasse ao acordar e terminasse quando fosse a hora de dormir, sempre da melhor forma possível, pra que ao dormir, haja a certeza de que fez tudo o que quis e tudo o que foi possível pra realizar qualquer desejo.

O que não dá é fazer o bê-a-bá tudo de novo! Acorda Parreira! Treinador assim tem aos montes! O que tem que ser passado ao time, não é mais futebol. É sentimento, comportamento. É a disciplina da Alemanha, a alegria da Angola, a concentração da Holanda, a confiança da Argentina, a união dos EUA...

quinta-feira, junho 15, 2006

Crônicas Hiperbólicas - Sons da Infância

Acho que não há nada pior do que a voz de uma criança conversando com seu parente no transporte público pela manhã. Nesta hora do dia, assim que a pessoa saiu de casa para trabalhar, contando com o barulho do motor do ônibus, do tilintar dos trilhos do metrô ou da flatulência das portas automáticas de ambos para seu ninar, todo o seu ritual de relaxamento é instantâneamente quebrado com esse que é um dos piores sons já criados pelo homem.
Não precisa ser choro, basta uma simples conversa, um pedido insistente por um doce antes do almoço ou a lembrança vaga de que o moço do guichê tinha cara de mamão. A voz do infante está alguns decibéis acima do som emitido pelo apito de uma locomotiva. Notem bem que após isso acontecer, nada mais será ouvido por você. Nem mesmo a voz do responsável pelo pequeno monstro, que de tão baixa, parece que o indivíduo responde por telepatia. Resta somente chegar ao trabalho, com o seu cérebro brotando pela sua fossa nasal, e aceitar mais um dia de fadiga infernal e procrastinação.